quarta-feira, 17 de junho de 2009

A incrível supergigante que encolheu!


Betelgeuse é uma estrela brilhante avermelhada na constelação do Órion, vista tipicamente em uma noite de verão. Agora que o inverno está chegando ainda é possível vê-la ao entardecer por alguns minutos sobre o horizonte, a oeste.
Tecnicamente, Betelgeuse é uma supergigante vermelha que, conforme eu já escrevi em um post anterior, está prestes a explodir em supernova. Essa é a conclusão de um trabalho de um colega meu nos EUA, que mostrou que ela pode virar uma super nova até mesmo em 100 ou 200 anos. Considerando que ela está a uma distância de apenas 450 anos-luz, um evento como esse deve produzir um espetáculo à parte.
Se Betelgeuse estivesse no nosso Sistema Solar, ela ocuparia o espaço até a órbita de Júpiter. Por causa disso, e de sua curta distância daqui, essa é uma das (poucas) estrelas cujo raio pode ser medido. Na verdade ela foi a primeira, quando Francis Pease e Albert Michelson, usando um interferômetro em 1921, mediram seu raio como sendo equivalente a quatro vezes a distância Terra-Sol. Desde então, vários astrônomos, usando vários tipos de instrumentos, têm medido o valor do raio de Betelgeuse. E, como era de se esperar, os valores sempre têm uma diferençaentre si. O valor mais aceito atualmente é de cinco vezes a distância Terra-Sol, ou 5 unidades astronômicas.
Só que, desde 1993, Charles Townes, ganhador do Nobel de física pela invenção do laser, tem monitorado o tamanho da estrela com o mesmo equipamento e o mesmo método. Com isso, ele pode garantir que as variações que possam surgir das medidas sejam de fato da estrela. E aí é que começam as surpresas.
Com dados acumulados durante os últimos 15 anos, Townes mostrou nesta terça (9), na reunião da Sociedade de Astronomia Americana, que o raio da estrela já encolheu por volta de 15%. Isso significa que, antes com a dimensão da órbita de Júpiter, agora Betelgeuse está do tamanho da órbita de Vênus. Mas o encolhimento em tamanho não se reflete em mudança de brilho: durante esses 15 anos não houve mudanças significativas de sua luminosidade.
Ninguém sabe exatamente por que Betelgeuse está encolhendo, mas pode ser mais um sinal de que ela esteja se aproximando dos seus momentos finais. Algumas hipóteses já foram levantadas, tais como movimentos de convecção do gás. Mas, como a teoria que explica os momentos que antecedem uma explosão de super nova ainda é bastante incerta, é bem possível que este seja um dos últimos suspiros da supergigante.

Fonte: G1

segunda-feira, 15 de junho de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Mapa da vizinhança


Você tem um mapa da sua cidade? Do Brasil? Se não tem, é fácil, a internet tem aos montes. Até mesmo mapas feitos com fotografias de satélites, hoje são muito comuns. Mas e um mapa do universo? Você tem?
Este é um dos desafios da astronomia moderna: montar um mapa do universo que mostre a distribuição das galáxias. Um mapa como esse tem como objetivo muito mais do que simplesmente localizar nossa posição, mas principalmente mostrar como as galáxias se distribuem no espaço.
A cosmologia trabalha com o princípio cosmológico, que diz que o Big Bang produziu um universo homogêneo e isotrópico, isto é, não deveria haver nenhuma região privilegiada. Não haveria no universo uma região muito rica em galáxias, ou uma região muito pobre. Se o universo começou com uma súbita e violenta expansão de um ponto singular (a idéia de uma explosão é errada, pois pressupõe a existência de alguma coisa antes ou fora do universo) não tem por que acumular mais ou menos matéria em pontos distintos do espaço. Por isso espera-se que a distribuição de galáxias seja uniforme.
Verificar a hipótese do princípio cosmológico é fácil, ao menos em teoria. “Basta” medir a distância do maior número possível de galáxias e ir desenhando suas posições em um mapa do céu. Só que medir a distância de uma galáxia não é muito fácil, imagine então medir esta distância para dezenas ou centenas de milhares delas.
Bom, o que vemos na figura acima é justamente um mapa desses, produzido pelo projeto australiano 6dFGS. Nesse caso, mais de cem mil galáxias foram observadas e suas distâncias medidas, sendo que as mais distantes estão a 2 bilhões de anos-luz. O mapa cobre quase 80% do céu e a faixa escura representa a região do céu em que não é possível obter dados. O mapa mostra filamentos, aglomerações e quase uns 500 espaços vazios.
Mas e o princípio cosmológico?
O princípio cosmológico deve funcionar em escalas muito maiores. Para distâncias tão curtas como essas do mapa estamos evidenciando a distribuição local de galáxias. Elas se concentram em aglomerados, formando alguns vazios entre eles.Além da distribuição local de galáxias, esse mapa também indica as velocidades delas. Todas se afastam umas das outras seguindo o movimento coletivo de expansão do universo, mas cada uma tem um movimento individual. A medição desses movimentos peculiares, como são chamados, permite estudar como se comporta a estrutura local do universo.
Para provar o princípio cosmológico é preciso medir distâncias muito maiores que esses 2 bilhões de anos-luz. Mas aí temos um problema sério,chamado efeito de seleção. Em distâncias muito grandes só conseguimos observar as galáxias mais brilhantes e perdemos as mais fracas, justamente as mais numerosas. Os mapas produzidos não têm pontos suficientes para mostrar a homogeneidade do universo.
Enquanto a tecnologia avança para os cosmólogos superarem esse obstáculo, ficamos com mapas da nossa vizinhança. Pelo menos ninguém se perde!

por Cássio Barbosa (G1)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O que é desenvolvimento sustentável?

A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.


O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?

Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos. Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.
Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.

Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?

O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível. Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.

Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.

Conta-se que Mahatma Gandhi, ao ser perguntado se, depois da independência, a Índia perseguiria o estilo de vida britânico, teria respondido: "...a Grã-Bretanha precisou de metade dos recursos do planeta para alcançar sua prosperidade; quantos planetas não seriam necessários para que um país como a Índia alcançasse o mesmo patamar?"

A sabedoria de Gandhi indicava que os modelos de desenvolvimento precisam mudar. Os estilos de vida das nações ricas e a economia mundial devem ser reestruturados para levar em consideração o meio ambiente.

Fonte: WWF BRASIL

terça-feira, 9 de junho de 2009

Conheça detalhes da proposta de unificação dos vestibulares com o Enem.

1- Qual será o novo modelo da prova? Serão 180 questões de múltipla escolha e uma redação. As provas serão aplicadas em dois dias. Entre as áreas abordadas estão linguagens (45 testes e redação), ciências humanas (45 testes), ciências da natureza (45 testes) e matemática (45 testes).

2- Qual será o conteúdo cobrado na prova? O Ministério da Educação (MEC) já divulgou as matrizes de habilidades que serão cobradas no novo Enem. Essas matrizes definem as competências do candidato que se espera que a prova avalie.
3- Quando o novo exame será aplicado? Quando saem os resultados? O calendário para a realização da prova é 3 e 4 de outubro deste ano. O desempenho dos candidatos na parte objetiva (testes) será divulgado em 4 de dezembro e, o resultado final, incluindo a redação, sai em 8 de janeiro de 2010.
4- Como será a inscrição para o novo Enem?
O processo de inscrição será exclusivamente pela internet a partir de 15 de junho. Segundo o MEC, a taxa de inscrição para alunos da rede particular é de R$ 35. Estudantes da rede pública ou bolsistas em escola particular estarão isentos da taxa.
5- A Fuvest e a Unicamp seguirão adotando o Enem como bônus?
A nota do Enem continuará sendo usada na nota da primeira fase da Fuvest e poderá representar até 20% do total da nota da primeira fase. Já a Unicamp estuda não considerar a nota do Enem em seu vestibular deste ano.
6- Conforme proposta do MEC, quais universidades federais adotarão o novo Enem como vestibular?
Cabe aos conselhos universitários de cada federal definir se adotam ou não o Enem e, no caso da adoção, quando e como a prova seria aplicada. Cada universidade tem autonomia para decidir. 7- Como seria aplicado o novo Enem pelas universidades federais? Os reitores das universidades federais e o ministro da Educação definiram quatro formas de adesão das instituições ao novo Enem. Há quatro possibilidades: o Enem como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas ociosas, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular.
8- O Sistema de Seleção Unificada, proposto pelo MEC, admite a escolha de quantas opções? O vestibulando pode escolher cinco cursos em até cinco instituições de ensino no Sistema de Seleção Unificada, na internet.
9- Após o Enem, o vestibulando pode mudar as opções? Como? Após receber o resultado da prova, o vestibulando poderá listar até cinco cursos nas universidades de sua preferência (escolha também limitada a cinco). Atualizada diariamente, a nota de corte dos cursos será determinada pela concorrência entre os alunos. Ou seja, se mais alunos com notas altas concorrerem a um determinado curso, a nota de corte será mais alta.

No Sistema de Seleção Unificada, disponível na internet, o vestibulando poderá visualizar a nota do último candidato selecionado e comparar com a sua. Desse modo, poderá mudar suas opções quantas vezes quiser até o encerramento do prazo de inscrição.
Se o aluno perceber que o curso escolhido como a primeira opção está com a nota de corte superior à sua avaliação no Enem, pode escolher as demais opções da sua lista inicial ou modificar a primeira lista escolhendo novos cursos e novas instituições.
10- Como se dará a seleção dos candidatos? E se houver empate? Os vestibulandos serão selecionados em apenas uma das opções de curso conforme a nota do novo Enem, a ordem das opções escolhidas na inscrição e o limite de vagas disponíveis. No caso de notas idênticas, o desempate seguirá a seguinte ordem de critérios: maior nota na prova de linguagens, maior nota na prova de matemática e maior idade do candidato.

Fonte: G1, em São Paulo

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Avenida Paulista começa a ganhar cores da Parada Gay


Palco da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a Avenida Paulista já começou a ganhar as cores do arco-íris. O evento acontece no domingo (14) e deve atrair cerca de 3,5 milhões de pessoas, segundo a Associação da Parada e do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (APOGLBT). A Parada sairá do Masp, seguirá pela Avenida Paulista e descerá a Rua da Consolação até a Praça Roosevelt, onde deve ocorrer a dispersão (Foto: Thiago Fenolio/ Futura Press )